Voltar
Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Governo quer criar regras claras para quem investir em produção florestal sustentável
Até o fim de março, o governo enviará ao Congresso um projeto de lei sobre Gestão de Florestas Públicas. A idéia é acabar com o processo de ocupação ilegal das florestas brasileiras e com o uso inadequado. De acordo com o diretor do Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, o governo quer criar regras claras, que gerem segurança para quem quer investir em produção florestal sustentável.
Em entrevista ao NBr Notícia, da TV Nacional, Azevedo explicou que o projeto de lei definirá as diretrizes para os contratos de concessão das florestas e as regras para a concessão. De acordo com ele, hoje, uma pessoa ocupa, pede a posse da terra, recebe o título e, muitas vezes, não utiliza a área de forma correta, o que caracteriza uma “privatização da terra”. Com a lei, o governo pretende mudar essa situação. “Agora, quem for explorar a área terá de pagar por ela e seguir critérios para que o uso seja sustentável”, disse Azevedo. Um dos grandes problemas na Amazônia é a questão fundiária. Vinte e quatro por cento das terras da Amazônia são privadas; 29% são áreas protegidas que englobam unidades de conservação e terras indígenas. E os outros 47% são áreas públicas, devolutas ou em disputa, onde ocorrem desmatamento, ocupação ilegal e grilagem.
O projeto de lei definirá como gerir as florestas públicas para a produção. Isso pode se dar através da transformação em Unidade de Conservação de uso sustentável, como as reservas extrativistas. As florestas públicas também podem ter uma destinação social como é o caso dos assentamentos florestais para reforma agrária e a concessão de uso para o setor privado.
Os critérios para esse tipo de concessão serão especificados no projeto de lei. De acordo com Azevedo, o governo definirá as áreas destinadas à proteção, as áreas para destinação social e o restante será então objeto das concessões.
Para a concessão da terra serão adotadas algumas regras como a garantia de conservação das florestas, de geração de riqueza distribuída de forma democrática, a garantia de realização de um processo eficiente e monitorado, além da inserção da floresta no processo de desenvolvimento regional. A concessão será permitida para a produção de madeira, de produtos não madeireiros como frutas, óleos, resinas e essências; e para atividades de serviço, como o turismo.
O projeto também definirá a forma de elaboração do edital para a concessão. Se ele for aprovado de acordo com o texto atual, o melhor preço pela utilização da área não será critério para vencer a licitação. De acordo com Azevedo, será considerado o projeto que cause menor impacto ambiental, aquele que tenha uma proposta tecnicamente adequada e que garanta benefício sócio-econômico. Além desses critérios, os editais passarão por consulta pública e a área a ser concedida deverá ser aprovada previamente pelo Ibama. O PL prevê ainda que o tempo para a concessão da terra nunca seja menor do que cinco anos ou um ciclo de produção e não ultrapasse 60 anos.
A Amazônia é responsável por 90% da produção madeireira do Brasil. Existem em todo o território nacional 64 florestas nacionais, além de diversas reservas extrativistas e florestas estaduais que têm cobertura florestal nativa ou plantada. Em Minas Gerais, são 500 mil hectares de floresta pública plantada, e na Amazônia são 350 milhões de hectares de floresta pública plantada. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 4% do Produto Interno Bruto (PIB) são produzidos pela cadeia produtiva florestal, sendo que o setor é responsável por 8% das exportações brasileiras.
O diretor do Programa Nacional de Florestas explicou que o projeto de lei é uma das medidas para conter o desmatamento das florestas e promover o desenvolvimento destas áreas. Em março, o governo anunciará um pacote de medidas que vêm sendo discutidas pela Comissão Interministerial de Combate ao Desmatamento. Entre as medidas estão as relacionadas ao ordenamento fundiário, como a criação do Cadastro Rural Único.
Fonte: Agência Brasil - 24/02/2004
Em entrevista ao NBr Notícia, da TV Nacional, Azevedo explicou que o projeto de lei definirá as diretrizes para os contratos de concessão das florestas e as regras para a concessão. De acordo com ele, hoje, uma pessoa ocupa, pede a posse da terra, recebe o título e, muitas vezes, não utiliza a área de forma correta, o que caracteriza uma “privatização da terra”. Com a lei, o governo pretende mudar essa situação. “Agora, quem for explorar a área terá de pagar por ela e seguir critérios para que o uso seja sustentável”, disse Azevedo. Um dos grandes problemas na Amazônia é a questão fundiária. Vinte e quatro por cento das terras da Amazônia são privadas; 29% são áreas protegidas que englobam unidades de conservação e terras indígenas. E os outros 47% são áreas públicas, devolutas ou em disputa, onde ocorrem desmatamento, ocupação ilegal e grilagem.
O projeto de lei definirá como gerir as florestas públicas para a produção. Isso pode se dar através da transformação em Unidade de Conservação de uso sustentável, como as reservas extrativistas. As florestas públicas também podem ter uma destinação social como é o caso dos assentamentos florestais para reforma agrária e a concessão de uso para o setor privado.
Os critérios para esse tipo de concessão serão especificados no projeto de lei. De acordo com Azevedo, o governo definirá as áreas destinadas à proteção, as áreas para destinação social e o restante será então objeto das concessões.
Para a concessão da terra serão adotadas algumas regras como a garantia de conservação das florestas, de geração de riqueza distribuída de forma democrática, a garantia de realização de um processo eficiente e monitorado, além da inserção da floresta no processo de desenvolvimento regional. A concessão será permitida para a produção de madeira, de produtos não madeireiros como frutas, óleos, resinas e essências; e para atividades de serviço, como o turismo.
O projeto também definirá a forma de elaboração do edital para a concessão. Se ele for aprovado de acordo com o texto atual, o melhor preço pela utilização da área não será critério para vencer a licitação. De acordo com Azevedo, será considerado o projeto que cause menor impacto ambiental, aquele que tenha uma proposta tecnicamente adequada e que garanta benefício sócio-econômico. Além desses critérios, os editais passarão por consulta pública e a área a ser concedida deverá ser aprovada previamente pelo Ibama. O PL prevê ainda que o tempo para a concessão da terra nunca seja menor do que cinco anos ou um ciclo de produção e não ultrapasse 60 anos.
A Amazônia é responsável por 90% da produção madeireira do Brasil. Existem em todo o território nacional 64 florestas nacionais, além de diversas reservas extrativistas e florestas estaduais que têm cobertura florestal nativa ou plantada. Em Minas Gerais, são 500 mil hectares de floresta pública plantada, e na Amazônia são 350 milhões de hectares de floresta pública plantada. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 4% do Produto Interno Bruto (PIB) são produzidos pela cadeia produtiva florestal, sendo que o setor é responsável por 8% das exportações brasileiras.
O diretor do Programa Nacional de Florestas explicou que o projeto de lei é uma das medidas para conter o desmatamento das florestas e promover o desenvolvimento destas áreas. Em março, o governo anunciará um pacote de medidas que vêm sendo discutidas pela Comissão Interministerial de Combate ao Desmatamento. Entre as medidas estão as relacionadas ao ordenamento fundiário, como a criação do Cadastro Rural Único.
Fonte: Agência Brasil - 24/02/2004
Fonte:
Notícias em destaque

Petrobras faz parceria com o BNDES para fortalecer mercado de créditos de carbono
Objetivo do programa é recuperar até 50 mil hectares de floresta e capturar cerca de 15 milhões de toneladas de carbono
O...
(CARBONO)

Tecnologia de fábrica melhora uso de eucalipto que não vira celulose
Setor é reconhecido por automação no processo industrial. Eldorado aperfeiçoou uso de madeira inservível
A...
(TECNOLOGIA)

Projeto desenvolve ações de controle do pinus em campos naturais da Serra do Tabuleiro
As espécies exóticas invasoras são um desafio para a biodiversidade. Entre elas estão as árvores conhecidas...
(GERAL)