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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Após estagnação em 2003, a produção deverá aumentar 4% este ano
A produção brasileira de papel deverá atingir 8,1 milhões de toneladas em 2004, volume 3,8% maior que os 7,8 milhões de 2003, segundo estimativa da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Trata-se de uma retomada do crescimento, pois em 2003 o setor sofreu uma estagnação (a alta foi de apenas 0,5% em relação aos 7,77 milhões produzidos em 2002), que as empresas creditaram às dificuldades que o País atravessou naquele ano.
O crescimento das vendas em 2004, no entanto, só começou a partir de abril. Com o reaquecimento da economia, mesmo segmentos mais deprimidos, como o de papel ‘couché’, apresentaram crescimento, verificou a Votorantim Celulose e Papel (VCP) em seu balanço do segundo trimestre de 2004. No período, “houve mudança no mix de papéis não revestidos, com maior participação dos papéis ‘cut size’ na receita, conseqüência dos esforços para ampliação de vendas com agregação de valor e da queda de volumes dos papéis de imprimir e escrever (folhas e rolos), que foram utilizados no corte para produção do ‘cut size’”, relatou a empresa.
Como efeito da retomada dos negócios, as vendas de papel das principais produtoras do País no primeiro semestre de 2004 foram maiores que as do primeiro semestre de 2003. A Klabin, por exemplo, vendeu 258 mil toneladas de papéis para fabricação de embalagens de papelão ondulado, sacos e envelopes no primeiro semestre deste ano, 32,3% mais que as 195 mil toneladas do mesmo período de 2003. Em valor (receita líquida), o crescimento foi de 20,6%, de R$ 248 milhões para R$ 299 milhões. As vendas de cartões para embalagens da Klabin também aumentaram em igual período: 13,7%, de 131 mil toneladas para 149 mil toneladas. O incremento da receita líquida foi de 10,2%: de R$ 265 milhões para R$ 292 milhões.
A VCP vendeu 307 mil toneladas de papéis no primeiro semestre de 2004, 10,8% mais que as 277 mil toneladas do mesmo período de 2003. Já a receita líquida aumentou de R$ 850 milhões para R$ 897 milhões, crescimento de 5,5%. As vendas de papéis da Suzano Bahia Sul nos primeiros seis meses deste ano somaram 384 mil toneladas, incremento de 6,9% ante as 359 mil toneladas do mesmo período de 2003. A receita líquida foi de R$ 988 milhões, 3,1% maior que os R$ 958 milhões registrados em iguais meses de 2003.
O aumento menor da receita em relação ao volume de vendas reflete uma queda nos preços médios em reais dos papéis no primeiro semestre de 2004, que, no caso da Klabin, foi de 8,9% nos papéis para fabricação de embalagens de papelão ondulado, sacos e envelopes e de 3,1% nos cartões para embalagens. Já os preços médios dos papéis da VCP tiveram queda de 5,5%, e os da Suzano Bahia Sul, de 3,5%.
O Brasil é o 11º maior produtor de papéis do mundo. Em 2001, segundo a revista “Pulp & Paper International”, produziu 7,35 milhões de toneladas, 2,3% da produção mundial, de 318,15 milhões de toneladas. O País ficou atrás dos EUA (maior produtor mundial, com 80,76 milhões de toneladas produzidas,25,4% do total), China (10,1%), Japão (9,7%), Canadá (6,2%), Alemanha (5,6%), Finlândia (3,9%), Suécia (3,3%), Coréia do Sul (3,1%), França (3%) e Itália (2,8%).
Mais da metade da produção brasileira destina-se à confecção de embalagens. Em 2003, 47,8% da produção (o equivalente a 3,73 milhões toneladas) foi de papéis de embalagem: para embalagens leves e embrulhos,papéis “kraft” e papéis para produção de papelão ondulado (capa de 1ª, miolo, capa de 2ª e “white top liner”). Os papelcartões, que também são utilizados na confecção de embalagens, ficaram com 8,7% da produção (682 mil toneladas). Os restantes 43,5% foram divididos entre papéis de imprimir e escrever, com 29,1% do total produzido (2,27 milhões de toneladas), papéis para fins sanitários, com 8,7% (682 mil toneladas), cartolinas, papelões, polpa moldada e papéis especiais, com 5,5% (429 mil toneladas), e papel de imprensa, com 2,1% (163 mil).
Dos 6,18 milhões de toneladasde papéis comercializados pelos produtores brasileiros em 2003, 1,57 milhão destinou-se à exportação (25,4% do total) e 4,6 milhões ao mercado interno. Os papéis de embalagem representaram 36,1% das vendas (2,23 milhões de toneladas) e os de imprimir e escrever, 35,4% (2,19 milhões). Seguiram-se os papéis para fins sanitários, com 10,9%; papelcartões, com 8,6%; cartolinas, papelões, polpa moldada e papéis especiais, com 6,3%; e o papel de imprensa, com 2,7%.
Fonte: Celulose Online – 27/09/2004
O crescimento das vendas em 2004, no entanto, só começou a partir de abril. Com o reaquecimento da economia, mesmo segmentos mais deprimidos, como o de papel ‘couché’, apresentaram crescimento, verificou a Votorantim Celulose e Papel (VCP) em seu balanço do segundo trimestre de 2004. No período, “houve mudança no mix de papéis não revestidos, com maior participação dos papéis ‘cut size’ na receita, conseqüência dos esforços para ampliação de vendas com agregação de valor e da queda de volumes dos papéis de imprimir e escrever (folhas e rolos), que foram utilizados no corte para produção do ‘cut size’”, relatou a empresa.
Como efeito da retomada dos negócios, as vendas de papel das principais produtoras do País no primeiro semestre de 2004 foram maiores que as do primeiro semestre de 2003. A Klabin, por exemplo, vendeu 258 mil toneladas de papéis para fabricação de embalagens de papelão ondulado, sacos e envelopes no primeiro semestre deste ano, 32,3% mais que as 195 mil toneladas do mesmo período de 2003. Em valor (receita líquida), o crescimento foi de 20,6%, de R$ 248 milhões para R$ 299 milhões. As vendas de cartões para embalagens da Klabin também aumentaram em igual período: 13,7%, de 131 mil toneladas para 149 mil toneladas. O incremento da receita líquida foi de 10,2%: de R$ 265 milhões para R$ 292 milhões.
A VCP vendeu 307 mil toneladas de papéis no primeiro semestre de 2004, 10,8% mais que as 277 mil toneladas do mesmo período de 2003. Já a receita líquida aumentou de R$ 850 milhões para R$ 897 milhões, crescimento de 5,5%. As vendas de papéis da Suzano Bahia Sul nos primeiros seis meses deste ano somaram 384 mil toneladas, incremento de 6,9% ante as 359 mil toneladas do mesmo período de 2003. A receita líquida foi de R$ 988 milhões, 3,1% maior que os R$ 958 milhões registrados em iguais meses de 2003.
O aumento menor da receita em relação ao volume de vendas reflete uma queda nos preços médios em reais dos papéis no primeiro semestre de 2004, que, no caso da Klabin, foi de 8,9% nos papéis para fabricação de embalagens de papelão ondulado, sacos e envelopes e de 3,1% nos cartões para embalagens. Já os preços médios dos papéis da VCP tiveram queda de 5,5%, e os da Suzano Bahia Sul, de 3,5%.
O Brasil é o 11º maior produtor de papéis do mundo. Em 2001, segundo a revista “Pulp & Paper International”, produziu 7,35 milhões de toneladas, 2,3% da produção mundial, de 318,15 milhões de toneladas. O País ficou atrás dos EUA (maior produtor mundial, com 80,76 milhões de toneladas produzidas,25,4% do total), China (10,1%), Japão (9,7%), Canadá (6,2%), Alemanha (5,6%), Finlândia (3,9%), Suécia (3,3%), Coréia do Sul (3,1%), França (3%) e Itália (2,8%).
Mais da metade da produção brasileira destina-se à confecção de embalagens. Em 2003, 47,8% da produção (o equivalente a 3,73 milhões toneladas) foi de papéis de embalagem: para embalagens leves e embrulhos,papéis “kraft” e papéis para produção de papelão ondulado (capa de 1ª, miolo, capa de 2ª e “white top liner”). Os papelcartões, que também são utilizados na confecção de embalagens, ficaram com 8,7% da produção (682 mil toneladas). Os restantes 43,5% foram divididos entre papéis de imprimir e escrever, com 29,1% do total produzido (2,27 milhões de toneladas), papéis para fins sanitários, com 8,7% (682 mil toneladas), cartolinas, papelões, polpa moldada e papéis especiais, com 5,5% (429 mil toneladas), e papel de imprensa, com 2,1% (163 mil).
Dos 6,18 milhões de toneladasde papéis comercializados pelos produtores brasileiros em 2003, 1,57 milhão destinou-se à exportação (25,4% do total) e 4,6 milhões ao mercado interno. Os papéis de embalagem representaram 36,1% das vendas (2,23 milhões de toneladas) e os de imprimir e escrever, 35,4% (2,19 milhões). Seguiram-se os papéis para fins sanitários, com 10,9%; papelcartões, com 8,6%; cartolinas, papelões, polpa moldada e papéis especiais, com 6,3%; e o papel de imprensa, com 2,7%.
Fonte: Celulose Online – 27/09/2004
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