Casas de Pinus
Estudo feito pelo Instituto Florestal (IF), vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, mostra na prática que as casas produzidas com madeira de pinus contribuem para o uso sustentável das florestas naturais.
Segundo o IF, um modelo padrão de construção com 54 metros quadrados de área, composto por sala, dois dormitórios, cozinha e banheiro requer, para sua realização 10,5 metros cúbicos de madeira beneficiada, oito operários e 10 dias para a produção. O país possui 1,8 milhão de hectares plantados de pinus, matéria-prima para esse modelo de casa. Desde a década de 1950, o IF difunde a utilização do pinus ao invés de outras madeiras nativas. De 1980 até hoje, o órgão construiu 433 unidades deste modelo com diferentes finalidades, como residências para vigias, hospedarias, guaritas, salas de aula e escritórios, entre outros.
Buraco da camada de ozônio
As condições meteorológicas observadas indicam que, em 2009, o buraco da camada de ozônio pode ser menor do que era em 2006 e 2008 e igual ao de 2007 (ou seja, 25 milhões de quilômetros quadrados). O buraco na camada de ozônio sobre o Antártico foi descoberto em 1980. Ele se forma regularmente a partir de agosto e alcança seu tamanho máximo no fim de setembro ou início de outubro, antes de se fechar novamente em meados de dezembro. Segundo os cientistas, os danos causados pelo homem são tantos que a camada de ozônio só pode recuperar seu estado normal em 2075.
Energia verde extraída de árvores
Uma equipe da Universidade de Washington, nos EUA, descobriu que as árvores produzem pequenas quantidades de energia, da ordem dos milivolts (milésimos de volt), que podem ser medidas e aproveitadas para alimentar pequenos aparelhos eletrônicos. O valor exato varia de árvore para árvore, mas a equipe conseguiu determinar que em espécies como o Bordo ela pode chegar a até 200 milivolts. É pouco, mas com a ajuda de conversores CC-CC, também projetados pela equipe e que aumentam a tensão para aproximadamente 1,1 V, é o suficiente para alimentar circuitos de baixíssimo consumo, como sensores que poderiam ser usados para detectar incêndios florestais ou monitorar a saúde das próprias árvores.
Certificação da madeira
A busca por maior qualidade do produto madeireiro passa por vários caminhos e um dos mais importantes é a certificação. No Fórum Floresta Sustentável, em Alta Floresta, empresários do setor madeireiro, governos do estado, municipal e ONG"s debatem os desafios da exploração sustentável da floresta. Fernando Castanheira, do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal, considera que a certificação é um diferencial para o mercado porque eleva o preço do produto madeireiro. A imagem do setor sofreu o desgaste durante anos e a madeira da floresta tropical para o mercado significa desmatamento.
Plano de Manejo Florestal
O Ibama emitiu ofício de aprovação do primeiro Plano de Manejo Florestal Sustentável sob concessão florestal no Brasil. Trata-se do Plano de Manejo da concessionária Amata na Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia. A Concessão florestal é o mecanismo criado pela Lei 11.284, de 02 de março de 2006 (Lei de Gestão de Florestas Públicas), que permite aos governos concederem o direito de explorar de forma sustentável as florestas públicas. O concessionário é escolhido por meio de um processo licitatório, devendo respeitar as regras estabelecidas no edital de concessão e nas legislações ambientais do país.
Critérios socioambientais para crédito
A Caixa Econômica Federal aderiu aos Princípios do Equador, um conjunto de procedimentos adotados por instituições financeiras na gestão de questões socioambientais associadas às operações de financiamento de projetos. Suas diretrizes são baseadas nos padrões socioambientais da International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial, informou a Caixa. Ao assinar os Princípios do Equador, o banco público assume o compromisso de, no prazo de um ano, implementar procedimentos que garantam que o crédito a grandes projetos de infraestrutura, com custo superior a US$ 10 milhões, esteja condicionado à análise de parâmetros de responsabilidade social e ambiental.
Casca das árvores filtra poluição
A tese que será defendida no Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostra algo já percebido na prática pelos paulistanos. Nosso organismo está mais protegido da poluição dentro dos parques do que nas extremidades ou fora deles. As árvores com maior concentração de poluentes beiram avenidas com grande fluxo de tráfego. Com isso, segundo a engenheira florestal Ana Paula Martins, doutoranda do Laboratório de Poluição da USP, que estudou por quatro anos amostras de cascas de árvores de cinco parques da capital é possível identificar os tipos de veículos que trafegam próximo a cada área verde e confirmar os efeitos nocivos do tráfego na qualidade do ar.
Brasileiro é herói ambiental do ano
O indigenista brasileiro Márcio Santilli, foi escolhido pela revista americana "Time" um dos 38 "heróis do ambiente" do ano de 2009. Ex-deputado constituinte, ex-presidente da Funai e coordenador do ISA (Instituto Socioambiental), Santilli foi um dos idealizadores da chamada redução compensada de emissões por desmatamento, o embrião do Fundo Amazônia. Santilli raciocinou que as nações que reduzirem sua taxa de desmatamento abaixo da média histórica poderiam receber compensação através de certificados de emissões comercializáveis no mercado de carbono.A compensação viria após 2012, e só quando as reduções forem confirmadas por meio de imagens de satélite. Isso poderia ao mesmo tempo limitar a perda de florestas tropicais e garantir que os habitantes dessas regiões sejam compensados pelos países ricos por deixar a mata em pé.
Madeira ilegal chega a 98 mil caminhões
A Força-tarefa criada para investigar o transporte ilegal de madeira no Estado do Maranhão concluiu que foram movimentados irregularmente 98 mil caminhões com o produto na região. Os técnicos também descobriram indícios de fraudes em 57% das empresas que movimentam madeira por meio do sistema de controle eletrônico do Estado - o Sisflora.
As fraudes fizeram com que a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Maranhão anunciasse a troca do Sisflora pelo sistema do Documento de Origem Florestal (DOF), gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e utilizado na maior parte dos Estados brasileiros.
De acordo com o Ibama, 653 de 1200 empresas cadastradas no Sisflora apresentaram indícios de fraudes. A auditoria apontou a movimentação irregular de 405 mil metros cúbicos (m³) de madeira em toras, 195 mil m³ de madeira serrada, 1.600 m³ de estéreos (metros cúbicos, incluindo o espaço entre as madeiras) de lenha, mourões ou resíduos e 251 mil m³ de carvão.
Fonte: Elaborada pela Equipe Jornalística da Revista da Madeira